Mario Seguso

Mario Seguso

Mario Seguso, nascido em Murano (Veneza-Itália), em 1929, descende de uma das mais antigas e famosas famílias ligadas ao vidro, existentes em Murano, desde antes do ano de 1300. Após concluído o curso de 1º grau em Murano, no ano de 1941 passa a estudar no “Regio Istituto d’Arte”, de Veneza, dedicando-se ao ramo de “Gravação sobre Cristal” sob a guia artística dos professores Guido Balsamo Stella e Carlo Scarpa, e dos técnicos Eliseo Piano e Franz Pelzel. Cursa naquele período também outras modalidades artísticas, assim como Desenho e Formas para serem executadas nas fábricas de cristal. Frequenta todas as aulas de “Glittica”, gravação de armas, brasões e figuras sobre pedras duras e semi-preciosas.

Contemporaneamente aos cursos que frequenta no Instituto de Arte, nos anos de 1947-1948 faz estágio no atelier S.A.L.I.R., de Murano, onde começa a aprimorar os ensinamentos recebidos e executa os seus primeiros trabalhos de forma profissional.

De 1949 até maio de 1954, abre seu próprio atelier, em Murano, onde executa suas gravações para as mais conceituadas empresas especializadas no comércio do cristal artístico, como Salviati, Gino Cenedese, Fischer, fornecendo peças encomendadas especialmente para exportação, como também taças e troféus para importantes eventos e competições.

Participa, durante este período, de várias exposições, destacando-se entre elas aquela realizada na “Galleria Bevilacqua La Masa”, em Veneza. Em 1953 executa, com desenho de Oscar Kokoschka, uma gravação para a “Mostra Internazionale” promovida pelo “Centro do Vidro Moderno de Murano”, que tinha sido fundado naquela época.

Em 1954, a convite da Cristais Prado S.A. – com sede na cidade de São Paulo – transfere-se para o Brasil, onde grava uma série de peças (taças e vasos) apresentadas na Grande Exposição Comemorativa dos 400 Anos da Fundação de São Paulo, realizada no Parque Ibirapuera.

De 1954 a 1956 – sempre para a Cristais Prado S.A. – executa vários trabalhos, entre os quais os enviados à “Exposição Mundial de Bruxelas”, na Bélgica, e os destinados a diversos compradores dos Estados Unidos e do Canadá. É deste período a grande taça alegórica gravada para presentear o Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.
No ano de 1956 desliga-se da Cristais Prado para montar seu atelier, onde trabalha por conta própria e dá assistência a uma cristaleria de São Paulo, na qualidade de designer.

Dedica-se a novas pesquisas sobre a técnica de gravação, substituindo uma parte do que adquirira através do aprendizado tradicional por uma maior aproximação à realidade da cultura brasileira, levando-a a uma interpretação mais moderna de sua arte primitiva, transmitida por rápidos e decididos entalhes. Desenvolve neste período o estilo que será o ponto de partida de toda sua futura produção artística.

Para poder ter cristais em quantidade e qualidade necessárias para gravar, no ano de 1965 funda, com dois sócios também de tradicionais famílias vidreiras de Murano – Vittorio Ferro e Piero Toso – a Cristaleria Artística Cá d’Oro, em Poços de Caldas, para a qual desenha a maior parte das peças produzidas seguindo um estilo sóbrio e moderno. Poucos anos após a fundação da fábrica, Vittorio desliga-se para voltar à Itália e 10 anos mais tarde Piero se aposenta.

Dentro da própria fábrica, Mario cria a Oficina de Fogo e Arte, para dar continuidade às pesquisas de novas formas e efeitos. Com o domínio absoluto da refinada técnica de desenho e fabricação, aliado a todos esses anos de absorção da cultura, flora, fauna, luzes e outras maravilhas brasileiras, Mario revela seu estilo inconfundível sempre criando novas peças e esculturas. O seu trabalho artístico passa a ser amplamente reconhecido no Brasil e no exterior.

PROPOSTA DO TRABALHO

Em uma contínua pesquisa de novas formas e efeitos, Mario Seguso desenvolve, há muitos anos, seu trabalho na Oficina de Fogo e Arte por ele fundada.

Dentro da filosofia européia, na qual foi educado, Mario Seguso esquiva-se das improvisações e modismos passageiros, entendendo que o objeto criado deve, por si mesmo, afirmar-se e ser julgado após uma séria análise sobre as características técnicas e artísticas nele contidas, análise esta compreendida somente por quem possua um sólido conhecimento, não só da parte artística, mas também das limitações e dos mistérios que o vidro oferece.

Foram necessários muitos anos de expectativa para se ver realizar a metamorfose inciada desde sua chegada ao Brasil. No ano de 1992, por ter alcançado um estágio de consciente amadurecimento, decide apresentar suas obras elaboradas durante anos de contínuas pesquisas e experiências vividas ao calor das fornalhas, manipulando e plasmando o mais nobre e exigente dos materiais.

O lento abandono dos vínculos que o ligavam aos padrões e tradições européias deixavam espaço para a mudança, que ocorria a medida que intensificava sua convivência e participação da vida, cultura e tradições do Brasil. As únicas coisas mantidas e respeitadas neste longo processo foram à técnica, trazidas da Europa e a fidelidade a uma tradição de muitos séculos de vidro e arte vividos em Murano pela família Seguso.

A demora em apresentar seus trabalhos únicos e assinados para a apreciação do público e da crítica deveu-se somente ao período de tempo que se tornou necessário para adquirir a certeza de apresentar obras idealizadas e plasmadas, para serem verdadeiros frutos da terra brasileira e da sua cultura, iniciando assim, no setor da arte de vidro artístico, o desvencilhamento dos modelos vindos de fora, para começar uma escola e um estilo próprio.

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